Entenda a importância da contação de histórias na educação

Educar uma criança sempre foi um grande desafio. Por isso, é necessário desenvolver métodos pedagógicos para chamar a atenção dos pequenos e fixar o aprendizado.

É aí que surge a contação de histórias, que ajuda o educador a passar por essas barreiras de uma maneira criativa e divertida para o aluno, ajudando na formação da ética e do saber do jovem.

Aproveitando o Dia do Contador de Histórias, neste artigo, vamos falar sobre a importância dessa prática na formação das crianças e como escolher a melhor história de acordo com a faixa etária. Continue a leitura!

Aprendendo sobre a contação de histórias

Técnica antiga e muito utilizada para a formação dos princípios morais dos jovens se dá pelo educador contando histórias infantis aos seus alunos.

De maneira mais ilustrativa, o educador costuma escolher histórias que, além de interessantes e divertidas, passam também algum conhecimento moral e ético para seus ouvintes. Assim, as crianças se entretêm com o conto ao mesmo tempo em que descobrem o que é bom e mau, certo e errado, e outros valores que o educador deseje passar.

Outros pontos importantes, além dos valores éticos, são as vivências e desenvolvimento tanto pelo gosto pela leitura quanto da criatividade. Afinal, ao ouvir os contos, a mente da criança é estimulada a imaginar diferentes histórias fantásticas, além de, cada vez mais, despertar o gosto por livros e literatura.

Escolhendo a história certa

Essa é uma tarefa difícil, visto que muitas coisas devem ser levadas em consideração antes de escolher o conto ideal. Aqui estão alguns exemplos.

O contador

O contador deve conhecer muito bem a história, já tendo em sua memória e imaginação os diferentes cenários e personagens do conto. Esse educador também deve ter em mente a mensagem que quer passar para seus alunos, não escolhendo o conto apenas por ser leve e divertido.

A idade dos ouvintes

Esse é um fator de extrema importância, afinal, o entendimento e visão de mundo que as crianças têm variam muito ao longo do tempo.

Portanto, para crianças de até 3 anos, é recomendado que o conto seja mais leve e curto, como uma cantiga. Já para alunos entre 3 e 6 anos, o ideal são fábulas ou poemas simples que ensinem sobre atitudes certas e erradas.

Quando o público passar dessa idade, escolha histórias um pouco mais elaboradas e humorísticas, como contos mitológicos ou até mesmo histórias verídicas.

Prendendo a atenção dos alunos

Para realmente capturar a atenção e empolgar seus ouvintes, é necessário ter muita criatividade. Pois, para isso, é preciso fazer com que o conto pareça real, fazendo com que os alunos sintam a imersão e se vejam dentro do conto.

Com isso, algumas técnicas são utilizadas para alcançar essa imersão. Sendo elas:

  • vozes — crie diferentes vozes tanto para o narrador do conto quanto para os personagens, assim, a criança saberá exatamente a fala de qual personagem está sendo lida;
  • iluminação — prepare a iluminação do ambiente antes de começar o conto, caso a história se passe de noite, deixe as luzes fracas, caso se passe de dia, mantenha bem iluminado;
  • música — se possível, deixe uma música de fundo que combine com o conto e com a história, isso faz com que os ouvintes se sintam no clima da história;
  • cenário — construir um cenário que tenha relação com o tema é uma tarefa mais complexa, porém, caso seja algo possível nunca deixe de decorar o ambiente para que os ouvintes se sintam no local onde a história é contada.

Dessa forma, as crianças ficarão entretidas e aprenderão muito ao longo de toda a contação de histórias.

Cursando contação de histórias

Essa profissão vem ganhando destaque ao longo do tempo, ajudando em diversas áreas da educação. Porém, muitos não sabem que ela já existia há milênios, pois parte do conhecimento era passado pela contação de histórias.

Para melhorar essa técnica, existem cursos por todo o Brasil que ensinam a melhor forma de se contar histórias, ajudando tanto educadores quanto contadores que querem se profissionalizar.

Caso tenha gostado dessas dicas, não deixe de compartilhar este artigo em suas redes sociais para que ele alcance cada vez mais educadores.

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